O Colégio Loyola recebeu, nesta semana, Núbia Oliveira, assistente social e coordenadora do Comitê do Cuidado, e Dayse Ramos, professora de Língua Portuguesa e coordenadora do Comitê Antirracista do Colégio São Luís, Unidade da Rede Jesuíta de Educação (RJE), em São Paulo. A visita teve como objetivo conhecer as práticas desenvolvidas pelo Espaço Francisco e pelo Núcleo de Educação para a Paz (NEP), além de promover a troca de experiências entre as duas instituições.
A programação também incluiu momentos de diálogo com a Equipe Diretiva e uma apresentação das experiências desenvolvidas pelo Colégio São Luís na área de educação antirracista. Para Núbia, a visita representa uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre as diferentes dimensões do cuidado. “Nós avaliamos que esse cuidado demanda várias frentes, várias ações. A experiência que vocês têm aqui no Espaço Francisco corresponde bastante a essa ideia de um cuidar mais ampliado”, destaca.

Dayse ressalta a importância de conhecer uma experiência já estruturada de mediação e justiça restaurativa. Segundo ela, o Espaço Francisco “não só institucionaliza algumas práticas, mas segue uma linha muito definida, com objetivos precisos e um alcance que é o que buscamos: encontrar formas de lidar com os conflitos”. Para a professora, conhecer as etapas e os fundamentos dessas práticas contribui para que o Colégio São Luís possa pensar caminhos próprios para fortalecer a cultura de paz, mantendo a sintonia com a missão educativa da Companhia de Jesus.
A aproximação entre as duas Unidades também acontece em outras frentes. Enquanto o Loyola compartilha sua experiência com o Espaço Francisco e o NEP, o São Luís apresenta iniciativas relacionadas à educação antirracista, área na qual a instituição possui um trabalho estruturado desde 2021. A proposta é que o intercâmbio contribua para o fortalecimento das ações desenvolvidas em ambas as escolas.

Para Isabel Santana, coordenadora do Espaço Francisco, a visita também representa uma oportunidade de fortalecer uma construção que ultrapassa os limites de cada Unidade. “Quando compartilhamos nossas experiências, não estamos apenas apresentando aquilo que fazemos, mas também aprendendo com outras realidades. Esse movimento nos ajuda a olhar para as nossas próprias práticas, aprimorá-las e construir novas possibilidades de cuidado e de promoção da cultura de paz”. Na mesma perspectiva, Fabiano Carneiro, também coordenador do Espaço, destaca o intercâmbio como uma das principais potencialidades da Rede Jesuíta de Educação. “A nossa fortaleza como Rede é essa capacidade de partilhar boas práticas, de aprendermos uns com os outros”, complementa.
A experiência contribui com o compromisso da Rede com uma formação integral, que considera as dimensões humana, social e espiritual e reconhece o intercâmbio entre seus profissionais como um caminho para fortalecer a identidade e a missão da educação jesuíta.